Apontado pelos colegas como nome de consenso para a vaga de conselheiro que vai ser aberta com a aposentadoria de Raimundo Moreira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, diz reconhecer que o espaço é considerado ‘um céu’, por causa das regalias que garante, mas antecipa que não tem interesse na indicação.
“Seria uma traição ao governador, que não criou obstáculos para que o PSD ocupasse a presidência da Assembleia com a minha pessoa”, afirma o parlamentar, observando que sua saída implicaria na realização de uma nova eleição para o comando do Poder que considera extremamente arriscada neste momento de acirramento da disputa eleitoral.
“Como meu sucessor natural, Paulo Rangel (primeiro-vice-presidente da Assembleia), terá que promover uma nova eleição, não podemos desconsiderar o risco de o cargo cair na mão de Neto”, afirma Adolfo, lembrando que a oposição ampliou sua presença no Legislativo baiano com a ida do PP para a base do candidato do UB ao governo, ACM Neto.
“Para não colocar a base em risco, antecipo que não concordo com a minha indicação para o TCM, apesar de agradecer imensamente pela consideração e respeito dos colegas. Mas acho arriscada essa operação. A menos que o grupo inteiro concordasse com isso, o que significa o governador, eu poderia aceitar a indicação”, declarou.


